Intralogística do futuro: Os robots com inteligência artificial vão substituir os empilhadores?
Uma verificação da realidade entre o hype em torno da Indústria 4.0 e da Logística 5.0
A mudança digital está a acelerar. Algoritmos, inteligência artificial (IA) e sistemas autónomos parecem estar a assumir as competências logísticas de equipas inteiras de condutores de empilhadores – firmemente enraizados na crença de que a tecnologia pode tornar tudo mais eficiente, mais rápido e mais barato. A Indústria 4.0 está claramente centrada na automatização, conetividade e maximização dos lucros através da digitalização.
Mas enquanto falamos de “armazéns escuros” totalmente automatizados, onde exércitos de robôs assumem o comando, está a surgir uma imagem diferente. Os especialistas já estão a falar da Logística 5.0, onde as pessoas voltam a estar em primeiro plano – apoiadas pela resiliência, sustentabilidade e conceção ética do trabalho.
A questão-chave para os retalhistas, transitários e gestores de logística é: Devemos eliminar as empilhadoras e reformar os empregados? Irá inevitavelmente conduzir à automatização total?
A realidade da automatização: limites e riscos
Os armazéns digitais alimentados por IA são atualmente uma realidade. Mas os sistemas totalmente automatizados só são eficazes enquanto os seus parâmetros permanecerem estáticos. O calcanhar de Aquiles da automatização total é a sua rigidez:
De acordo com estudos como este da Interact Analysis, o mercado da robótica móvel está a crescer rapidamente, mas as barreiras ao retorno do investimento (ROI) ainda são elevadas. Os robots requerem normalização. Quanto mais diferenciados forem os produtos e quanto mais variadas forem as unidades de embalagem, mais difícil será para um robô em comparação com um humano flexível numa empilhadora.
Jogadores: Quem vai viajar no armazém de amanhã?
Já não se trata apenas de um empilhador clássico. O ecossistema tornou-se mais diversificado:

Até há alguns anos, os AGVs eram considerados um produto específico. Atualmente, estão disponíveis AMRs com IA para muitas aplicações. Isto significa o fim dos empilhadores? Não, significa apenas o fim dos empilhadores burros.

O renascimento dos empilhadores
O empilhador não está a desaparecer, mas a evoluir. Os empilhadores industriais manuais continuam a ser indispensáveis, especialmente nas pequenas e médias empresas (PME) e em partes do comércio grossista. O número de unidades de equipamento de armazém vendidas em todo o mundo continua a crescer, muitas vezes em paralelo com a automatização.
Porque é que o empilhador fica:
Conclusão: simbiose em vez de deslocação
Os empilhadores continuam a ser uma parte importante da intralogística. Estamos a caminhar para um futuro híbrido. Os robôs assumirão as rotas monótonas e simples (transporte horizontal), enquanto os operadores de empilhadores qualificados com equipamento de alta tecnologia assumirão as tarefas complexas (transporte vertical, carga especializada).
A resposta à questão do futuro não é, portanto, “homem ou máquina”, mas “homem com máquina”. Se quiser manter-se competitivo, não se desfaça dos seus empilhadores, mas integre-os num sistema total inteligente e digital.
Está à procura de equipamento?